Vale do Varosa

DSC_5328_Sao Joao TaroucaHá muito tida como um forte ponto de atração turística, a presença de Cister no Vale do Varosa começa no século XII quando o então ainda conde Afonso Henriques concede em 1140 carta de couto à primeira comunidade cisterciense da região. Nascia assim o Mosteiro de São João de Tarouca, ao qual se juntou em 1156 o vizinho Mosteiro de Santa Maria de Salzedas.

Começava aqui a desenhar-se o futuro do Douro, com os cistercienses a colocarem todo o seu saber e conhecimento em prol do desenvolvimento vinícola da região, modificando a paisagem e contribuindo para a excelência que hoje lhe é reconhecida pela UNESCO.

De características ímpares, a região do Varosa, parcialmente integrada na região do Douro Património da Humanidade, integra no seu território marcas da presença da Ordem de Cister, mas também as marcas da presença romana e da arquitetura moçárabe, na Capela de São Pedro de Balsemão, e as incontornáveis pinturas quinhentistas atribuídas aos denominados “Mestres de Ferreirim”, no Convento de Santo António de Ferreirim.

É esta herança que o projeto Vale do Varosa não quer deixar apagar. Marcas que sobreviveram, no caso dos mosteiros e conventos, à extinção da Ordens Religiosas em 1834, marcas que são agora devolvidas à fruição pública, através do desenvolvimento sustentável de um turismo cultural de qualidade, materializado numa experiência de visita única.